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Irmã Dulce, nosso Anjo Bom

Irmã Dulce, a Bem aventurada Dulce dos Pobres, dedicou grande amor ao Ypiranga, seu time do coração. De acordo com Osvaldo Gouveia, assessor de Memória e Cultura das Obras Sociais Irmã Dulce, a freira baiana gostava muito de futebol, desde criança ela gostava de brincar de futebol com os irmãos, e assim se tornou torcedora do Ypiranga. “Aos domingos, seu pai, o médico Augusto Lopes Pontes a levava junto aos irmãos para assistir aos jogos de futebol no antigo Campo da Graça. Quando Irmã Dulce e seus irmãos faziam alguma coisa do desagrado de seus pais, eram punidos com a proibição desse passeio aos domingos, esperado com ansiedade por todos”, revela o assessor.

Em 2011, quando a beata foi beatificada pelo Vaticano, o Ypiranga fez homenagens à religiosa durante as partidas da Segunda Divisão do Campeonato Baiano. Os jogadores do Mais Querido, durante as partidas entraram em campo com uma uma faixa em homenagem ao Anjo bom da Bahia, além de ter a marca das Obras Sociais de Irmã Dulce (OSID) na camisa do clube.

Nesse ano (2014), as Obras Sociais Irmã Dulce doaram uma imagem do Anjo Bom da Bahia para a sede do clube, na Vila Canária. Um presente muito bem recebido pela comunidade do Ypiranga.

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“A presença da freira é muito importante, estamos felizes com a imagem de Irmã Dulce, pois é mais uma prova do amor que ela tinha pelo futebol. Irmã Dulce era fã de um dos nossos mais expressivos jogadores o Apolinário Santana, o Popó, ela era uma torcedora discreta mas apaixonada pelo clube”, relatou a vice-presidente do Mais Querido, Valquíria Barbosa.

A vida de Irmã Dulce

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Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914 em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes.

A sua vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha.

Em 8 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entrava para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Pouco mais de um ano depois, em 15 de agosto de 1934, era ordenada freira, aos 20 anos de idade, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente – tinha 70% da capacidade respiratória comprometida – não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, batendo de porta em porta pelas ruas de Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos gabinetes de governadores, prefeitos, secretários, presidentes da República, sempre com a determinação de quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé.